segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O DESPREZO. O DESAPEGO.


Dias se passando lentamente, é a sensação de que tudo finalmente está voltando para o lugar. O objeto de inspiração já não é mais o mesmo, a inspiração já não é a mesma. O vazio, a dor, a angústia; tudo isso em meio a felicidade.
Tudo confuso, tudo em ordem e tudo confuso novamente, será que só eu parei? A sensação que tenho é que viajei para outro mundo durante 3 meses e que voltei agora, sabendo dos acontecimentos, dos fatos e me recompondo da viagem tão desgastante.

Lidar com as sequelas tem sido algo tão natural que só percebo que o fiz quando me deito e percebo o quanto estou distante. É uma sensação calejada, cansada e desgastada. Suas certezas são tão pedantes que me deixam irritado.

Devo admitir que dou risadas das suas desgraças, mas que pouco depois eu choro porque não posso ajudá-lo; sei que tudo é apenas uma consequência de suas ações mas não posso deixar de me importar, por isso tento me mostrar o mais desinteressado e mais indiferente, e dessa forma não me apegar aos problemas que você com seu jeitinho tão babaca criou. Eu sei, você sabe e todos sabem que você não merece nem um pingo das coisas boas que você tem e você ainda sabe que vai perder mais do que já perdeu se continuar com essas suas manias que irritam à todos. Mas você não muda, é orgulhoso lembra?

Não se esqueça de que você não me tem mais, logo, ninguém mais te suporta. Nem eu te suporto mais, posso até ainda te amar; agora te suportar, não. E prometo que enquanto conseguir, vou continuar te irritando e continuar te fazendo perceber o quanto você é dispensável e que te subtituir é tão fácil quanto respirar, basta eu querer. E ao contrário você não consegue me esquecer, haja visto que você é uso público de prazer alheio e as pessoas só te veem dessa forma. Eu ainda me pergunto como enxerguei a perfeição em você e como que eu ainda enxergo meu futuro ao seu lado. Futuro só, porque no presente eu te quero mais longe.

Passado os dias eu vi que posso ser feliz, não sozinho; mas me acho no direito de ser feliz com as pessoas mais incríveis ao meu lado. Quem tem amigos como os meus, não tem como ficar triste. Sei que posso confiar em cada um deles, e principalmente, sei que nenhum deles me trairia.


Rafael Pimentel

4 comentários:

Anônimo | 28 de setembro de 2009 17:35

Nossa!
Ótimo texto...mesmo ;]
"Não se esqueça de que você não me tem mais, logo, ninguém mais te suporta. Nem eu te suporto mais, posso até ainda te amar; agora te suportar, não."
Dentre outras - Muito boa esta parte!
~*

Esquizofrênico | 28 de setembro de 2009 17:40

Uma palavra: ARRAZOU. E agora sim, esse é o Rafael Pimentel que eu havia conhecido tempos atrás, a sua personalidade, você VOLTOU!

Letícia | 1 de outubro de 2009 20:58

Parabéns pelo texto! Cai quase de "para-quedadas" no seu blog, e me identifiquei com muitas coisas .. e já tive o tal pensamento de que havia viajado pra outro mundo, no meu caso foram 1 ano e 3 meses .. e enfim, agora to de volta pra esse o/
Continue escrevendo e eu continuarei acompanhando!

Caroline Ortiz | 3 de outubro de 2009 07:54

Na maioria das vezes o orgulho acaba com uma pessoa, ela pode ter as maiores qualidades do mundo, mas o orgulho acaba com tudo. O que adianta amar, se o amor nem sempre consegui deixar de enxergar os defeitos do próximo, por isso nem tudo é perfeito.